sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Amar tudo

A folha amarela caiu
À beira da lagoa
O homem de azul sorriu quase simpaticamente
E o tempo voa

As pequenas gotas fazem cócegas
Tanto que espirro
O movimento de tudo é calmo
Pelo menos onde vivo

Raro momento
Onde minha alma pousa sobre mim
Estou sentado do lado da Igreja
Deixando que Deus me ensine a amar

Amar o que é belo
E o que também não é
Amar o desamor
Para retirar de todo ódio a dor

Amar tudo
A folha marela
E até o homem e seu sorriso
O porque disso todos sabem:
A vida é bela
E aqui é o paraíso.

Não posso doar meus orgãos

Quando eu morrer
Quero que beija-flores me carreguem
Até o mar
Mas para que isso tudo?
Para mim, tem razão
Para os outros
É um absurdo.

Tanto sonho

Já vi o céu sem lua
Já vi o céu com lua
Crescente , minguante e cheia
Cheia branca
Cheia amarela
E até vermelha
Mas nunca uma azul
Só vou ver uma
Se eu sonhar
Então dormirei bastante
Para não ficar só
E tão bem distante.

Antes de morrer

A vista mais linda da cidade
É o espelho da minha namorada
Cada dia , cada local
Me ame o máximo possível
Pois sou um simples
E mero mortal

Talvez

Sim
Com certeza que sim
Não
Com certeza que não
Quem já pediu perdão
Vai tocar um tamborim
O resto
Fica pra mim

sábado, 22 de janeiro de 2011

Uma flor
Dois pássaros
Uma vida achada
E uma vaca atolada

Será que é isso mesmo?
Não saberei dizer
Nem sei se existo
Está bem!
Mas o que a vaca atolada tem a ver com isso?
É que os dois pássaros são galinhas.