sexta-feira, 22 de abril de 2011

Morte e vida é passagem

As vezes penso que a vida
É um suicídio inevitável
Nascemos,
E numa tônica de indas e vindas,
Morremos
Sai ar , entra ar
E o sol noz traz energia
E nos tira o suor

O coração bombeia o sangue
Sem que digamos:
Bata!

Apenas nascemos
E sem poder escolher
Estamos prestes a morrer

Uma ilusão é pensar
Que tudo dura para sempre
Sabendo que nada e tudo são equivalentes

E que o ódio um dia vire amor
E vice-versa

Sabe-se portanto
Que andar e correr é passagem,
Entre o estar e o desistir
Ainda mais quando o relógio
Muda seus ponteiros incansavelmente,
Sem parar
Ele sim , não morre
Porque o tempo vive sempre
E sempre perdemos tempo
Pelo simples fato
De um dia
Ter que dar Adeus à vida
E encontrar a luz
Na inevitável do túnel saída.



sexta-feira, 1 de abril de 2011

O alicerce impregnado ao passado
Mais me parece um paradoxo metafórico
Como uma abelha produzindo água em vez de mel
E nas maiores metonímias penso como um autor sem obra alguma
Penso então nas maiores das metáforas sem eufemismo
Eu sou a lua e estou cheio
E quero saber por que a hipérbole não se fez presente
Quando o ausente ainda era futuro
Sem pleonasmos de calientes
Apenas isso me faz imensamente feliz
Pois sou alguém que só quer saber do contrário do absurdo
Pelo menos enquanto durmo
E conto ovelhas pulando a inexistente cerca.