sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Do negro tiro minha terra
Escura da cor dos meus cabelos
Em minha cabeça varrida
Que se umedece com o sangue denso e avermelhado
Que meu coração bombeia
Não importa se minha pele é preta ou negra
É branca ou ariana
Indígena ou amarela
O que importa é que bebo água como todo ser que almeja compartilhar dessa benção chamada vida
Vida contida as vezes em pequenos corpos
Em pequenas formas
Elétrons , eletrodos , todos os até imaginários frodos
De humilde pode ser que não sejamos a mais digna nação do mundo
Mas o ser humano faz de tudo para todos.


terça-feira, 8 de outubro de 2013

Tudo que manifesto indetesto
Não detesto nada
Não detesto o ódio
Para ninguém me odiar
Não detesto a inveja
Para não me roubarem minhas virtudes
Enfim não tenho motivos para desgostar
Gosto de quase tudo
E o do quase tudo que não gosto
Que é um quase nada
Deixo de lado
Prefiro amar
A chuva que cai
Mesmo o raio que cai
Uma , duas ,três, vezes no mesmo lugar
Em solo firme tudo há de renascer
Quero amar você que está lendo
Você que ouve
Você que sonho
Eu que escrevo
Amo-me
Amo-te
Amo-vos
Amo-nos
Todos sem deixar nenhum de lado
Enfim indeteste você também
Tenho certeza
De que para mim não fará mal
Muito menos para quem eu quero bem.
O que seria de nós se não fosse a presença da alma
Algo que nos acalma
Que faz do silêncio
Uma procissão
Que faz do amor
A coisa mais bonita do coração